Mostrar mensagens com a etiqueta smartwatch. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta smartwatch. Mostrar todas as mensagens

15 setembro, 2023

Suunto Peak e Core All Black: os relógios de The Equalizer

 


Gosto muito da franchise The Equalizer, que este ano chegou ao fim com o lançamento de The Equalizer 3, ainda em exibição nas salas portuguesas. O protagonista, interpretado por Denzel Washington, chama-se Robert McCall, um homem de poucas palavras e que só muito relutantemente decide entrar em ação. Os filmes da série são uma espécie de John Wick em câmara lenta – no bom sentido!

Mas há outro protagonista: o seu relógio. É algo que surge por escassos segundos no ecrã mas que tem um grande significado, porque inicia uma contagem regressiva, no final da qual só a personagem de Denzel sai de cena com vida. 


A primeira vez que vi o The Equalizer original, fiquei com a ideia de que o relógio seria um Timex IronMan ou até algum prop especificamente criado para o filme. Mas não. Descubro agora que se trata de um Suunto, uma marca finlandesa que eu desconhecia em absoluto.

E, no entanto, ela anda por cá há já algum tempo. De acordo com a informação no website oficial, a Suunto foi fundada em 1969 por Tuomas Vohlonen, um aventureiro finlandês, que criou o primeiro produto da empresa: uma bússola especial, mais precisa e robusta que os modelos disponíveis na altura.

Hoje, a Suunto tem uma vasta gama de produtos onde podemos ainda encontrar bússolas, mas também relógios e computadores de mergulho e relógios desportivos. É neste último grupo que descobrimos os dois relógios usados por Robert McCall nos três filmes: o Suunto Core (nos dois primeiros) e o Suunto 9 Peak, que surge em Equalizer 3, em ambos os casos em versões "all black".

Os dois modelos oferecem imensas funcionalidades, além da medição do tempo, incluindo altímetro, bússola, termómetro e até medidor de profundidade, nos casos em que são usados para mergulhar. No entanto, o Suunto 9 Peak é o mais interessante dos dois, com uma construção que inclui proteção do mostrador com vidro de safira e resistência à água até 100 metros, e muitas funcionalidades adicionais que o colocam mais próximo de um smartwatch.

Ambos têm vantagens e desvantagens. O Suunto 9 Peak é o mais usável no dia-a-dia, uma vez que tem um diâmetro de 43mm, contra uns substanciais 49mm no caso do Core. No entanto a sua bateria recarregável dura apenas duas semanas, contra um ano da bateria (substituível) do Core.

Além das funcionalidades adicionais e do vidro de safira, o preço mais elevado (já lá vamos...) do Suunto 9 Peak também se justifica por um detalhe de construção bastante importante: possui uma caixa em titânio, enquanto o Core oferece apenas uma caixa de material compósito, bastante mais frágil.

Encontramos ambos os relógios à venda na Amazon Espanha, onde a Suunto tem uma loja oficial. O Suunto Core All Black custa 159 euros e o Suunto 9 Peak All Black fica por 219€, em ambos os casos com portes gratuitos para Portugal.




23 junho, 2021

Citizen CZ SMART: um smartwatch que... parece um relógio

 

Citizen CZ SMART

São raros os exemplos de smartwatches de que tenho aqui falado ao longo dos anos, à exceção de alguns Casio com ligação Bluetooth ao telemóvel. Isto porque o conceito de smartwatch é, de alguma forma, contrário ao do relógio em si mesmo. Afinal, um relógio pode ser para sempre, passando de geração em geração, enquanto que um smartwatch durará enquanto a sua bateria interna (normalmente, não substituível) sobreviver ou, pior, até que deixe de haver suporte para o seu sistema operativo.

Além disso, os smartwatches são também habitualmente fabricados por empresas que nada têm a ver com a relojoaria, como a Samsung, a Apple ou a Garmin. Por isso penso que vale a pena celebrar este novo smartwatch da Citizen, o CZ Smart, baseado no novo sistema operativo WearOS da Google (compatível também com iOS), empresa que até agora não tinha conseguido apresentar a este setor propostas tão convincentes com é o Android para os smartphones.

O que mais me chamou a atenção neste "relógio" (vamos manter as aspas, por agora...) é o seu desenho: à primeira vista, nada o distingue de um cronógrafo, com os dois poussoirs a flanquear a coroa às 3h00. Só numa segunda mirada mais atenta percebemos que o mostrador inclui funcionalidades que nada têm a ver com as complicações da relojoaria, como é o caso do indicador de pulsações por minuto às 6h00 ou o medidor de passos às 9h00.

Um dos problemas, para mim, continua a ser o das dimensões demasiado grandes. Com o diâmetro de 46mm, esta é uma caixa claramente XXL que não irá funcionar bem em qualquer pessoa; apesar de ser uma limitação certamente imposta por fatores como o tamanho da bateria e do ecrã, gostaria de ver opções com um tamanho um pouco mais modesto – 43mm seria o limite para mim.

Outro detalhe que faz a diferença, pela positiva, é a bracelete em aço, que contribui para que este seja um smartwatch que passe por um relógio normal. Note-se, contudo, que a bracelete em aço é apenas proposta nesta referência específica, MX0001-58X, sendo a restante gama, com variantes na cor da bracelete, da caixa e do bisel, proposta apenas com braceletes em borracha.

Tal com acontece com os smartphones, o vidro escolhido aqui para proteção do mostrador é Gorilla Glass. A resistência à água é básica (3 atmosferas), pois este não é um modelo destinado a atividades aquáticas.

O calcanhar de Aquiles continua a ser a autonomia. A bateria recarregável incorporada não oferece mais do que 24 horas de funcionamento contínuo, mas é incluído um berço magnético com cabo USB para carregamento sem fios. Um carregamento de 40 minutos garante 80% da carga máxima.

Resta o preço. Não sei, sinceramente, se o valor de referência de 395 dólares é um ou não um bom negócio, uma vez que a experiência deste tipo de equipamentos, por assim dizer, depende muito de utilizador para utilizador.

Mas, para quem precise mesmo de um smartwatch e queira continuar a ter a experiência de usar um relógio convencional, esta proposta da Citizen parece-me bastante interessante.

 

20 agosto, 2016

Casio Edifice EQB-600D



A Casio continua no seu caminho de transformar a sua imagem da marca em algo mais do que apenas relógios digitais ou todo-o-terreno. E a gama Edifice é sem dúvida instrumental nesta transformação.

O mais recente exemplo tem a referência EQB-600D e chega-nos através de duas variantes, 1A2ER e 1AER, com um preço da ordem dos 399€.

Tal como outros Casio de que já aqui falámos, também este tem funcionalidades avançadas graças à possibilidade de ligação via Bluetooth a um smartphone iOS ou Android através de uma app própria. É um conceito que me agrada mais do que o do tradicional smartwatch e que tem inúmeras vantagens: continua a ter uma estética de relógio "como deve ser", não precisa de duplicar funcionalidades já presentes no smartwatch e tem uma autonomia praticamente ilimitada (sobretudo neste caso, em que é usado um movimento de quartzo com alimentação por energia solar).

Neste caso, partimos de uma bonita caixa em aço com um avantajado diâmetro de 47,3 mm mas com apenas 13,3 mm de espessura e resistência à água até 100 metros. O mostrador é particularmente elegante e a sua característica mais saliente é o globo terrestre 3D às 3h00 para exibição da hora mundial – é possível a exibição em simultâneo de um segundo fuso horário.

As funcionalidades "smart" incluem acerto automático da hora, ajuste da hora de Verão, acerto rápido de fuso horário para cerca de 300 cidades e localizador do telemóvel. A app grátis pode ser obtida aqui.

O preço, que como já disse anteriormente é de 399€, parece-me muito bem ajustado ao que nos é oferecido. Encontrei a variante 1A2ER à venda na Amazon Espanha pelo preço de referência (e portes grátis para Portugal). 

17 fevereiro, 2016

Timex Metropolitan TWG012600AU

Não sou muito fã de smartwatches, "activity trackers" e coisas semelhantes. Contudo, produtos como este Timex Metropolitan TWG012600AU, que conjugam conectividade e funções avançadas com um relógio convencional, já me parecem bastante interessantes.

Há muto por aqui que me agrada – desde o preço (£130 numa caixa com bracelete adicional), à autonomia (cerca de 18 meses) até à estética global do relógio, que considero bastante feliz e que se baseia na gama Inteligente Quartz da marca.

Claro que encontramos os habituais compromissos da Timex. Por exemplo, a caixa (de 42mm) é de latão em vez de aço, o que compromete a sua longevidade a prazo. Mas o acabamento preto mate é bastante atrativo e o mesmo se pode dizer de todo o desenho do relógio, do mostrador às braceletes.

As funcionalidades incluem "activity tracking", exibida no ecrã em passos e distância percorrida; e percentagem atingida face ao objetivo definido. Através de uma ligação Bluetooth 4.0 Low Energy é possível obter mais dados através de uma app gratuita para Android ou iOS e que oferece adicionalmente estatísticas que incluem calorias queimadas e calendário de atividades por dia, semana, mês ou ano.

28 setembro, 2015

Casio ECB-500D-1AER

Casio-ECB-500D-1AER

A Casio continua a alargar a sua gama de relógios com funcionalidades inteligente e conectividade Bluetooth. Já anteriormente falámos de alguns destes modelos e hoje trago-vos o mais recente ECB-500D-1AER, com uma bonita caixa em aço de 48 mm (existe também uma variante com caixa em PVD negro). 

Parte da coleção Edifice, este é um relógio que vai buscar parte da sua funcionalidade à capacidade que tem de se emparelhar com um smartphone via Bluetooth 4.0 LE e utilizar uma app específica, para Android ou iOS. A tabela de compatibilidade inclui apenas smartphones Samsung e Apple.
O mostrador conjuga indicadores analógicos e digitais, mas penso que é seguro afirmar que o resultado é muito bom, evitando a sobrecarga de ponteiros e funcionalidades que muitas vezes encontramos em modelos japoneses – e não necessariamente da Casio… Piscar de olho

Tal como nos outros membros da família Casio Edifice com funcionalidades Bluetooth, também aqui temos uma execução que inclui caixa com resistência à água de 10 atmosferas, bracelete em aço e vidro mineral.

Uma das vantagens desta abordagem da Casio ao mundo dos smartwatches é que este é primeiro que tudo um relógio! Por outro lado, e uma vez que hoje todos tendemos a andar no bolso com um smartphone, faz sentido que as funcionalidades adicionais sejam oferecidas por esse dispositivo em conjunto com o relógio, em vez de colocar tudo no pulso. Bónus adicional: a conjugação de uma bateria recarregável com tecnologia de energia solar, permite uma autonomia praticamente ilimitada – desde que o relógio não seja mantido no fundo de uma gaveta durante semanas a fio, claro!

As funcionalidades no próprio relógio incluem calendário automático, cronógrafo, alarme, indicador 12/24 horas e temporizador, entre outras. O emparelhamento permite usar o relógio para localizar o smartphone (desde que esteja dentro do alcance do Bluetooth).

O preço de referência online ronda os €299. Edit 30/11/2020. Este modelo específico já não se encontra à venda. A nova gama de relógios Caso com conectividade Bluetooth encontra-se aqui.

23 janeiro, 2015

Withings Activité

montre-face-black grey

Se os leitores forem como eu, o mais certo é olharem para os chamados smartwatches com o mesmo desprezo que lhes voto. É evidente que esta nova categoria de produtos tem um lugar no mercado, mas não sinto que seja para mim – se estou a usar um smartwatch fico sem espaço para usar outro relógio qualquer. Contudo, o Withing Activité pertence a uma sub-categoria, a dos “activity trackers” ou “fitness trackers” e muda as regras do jogo.

Trata-se de dispositivos bastante mais simples do que  os smartwatches e que se destinam a registar a atividade física – e bem como os momentos de repouso – do seu proprietário. Alguns são apenas uma bracelete sem ecrã para andar no pulso (com a vantagem de permitirem que continuemos a usar o nosso relógio favorito), outros podem ser um pouco mais sofisticados e terem até um pequeno ecrã e outras funções – com a desvantagem no entanto de já tornarem o relógio redundante.

E é por isso que considero o Withings Activité como uma excelente proposta. Trata-se de um relógio – Swiss Made! – de excelente design e execução que incorpora funcionalidades de registo de atividade. Aliás, se não lhe disséssemos nada, o mais certo era olhar para o sub-mostrador às 4H00 como um ponteiro de pequenos segundos. Mas não, trata-se na verdade do indicador de atividade diária.

O relógio possui uma bateria interna não recarregável com duração para 8 meses e comunica com o smartphone via Bluetooth 4.0 LE através de uma app que efetivamente oferece as restantes funcionalidades.

Disponível nas duas versões que a foto mostra, este parece-me o melhor compromisso que vi até hoje entre relojoaria e novas tecnologias. A parte de relógio tem um movimento de quartzo, caixa em aço e mostrador protegido por vidro de safira. A bracelete de pele é standard e a marca oferece ainda uma segunda bracelete de silicone, mais adequada para a utilização em prática desportiva.

A única coisa que me leva a torcer um pouco o nariz é o facto de me parecer que o relógio é demasiado pequeno – apenas 36mm de diâmetro. O que é estranho, num mundo de smartwatches sobredimensionados e onde até os relógios de senhora cresceram bastante em termos de tamanho médio.

O preço é de uns muito razoáveis €390, disponível a partir do website da empresa. Um modelo mais acessível, com as mesmas funcionalidades mas em plástico, está também disponível, por apenas €150.

17 setembro, 2014

Motorola Moto 360

Não sou um consumidor interessado em smartwatches, mas tenho de reconhecer que esta é uma categoria em ascensão que, mesmo não tendo necessariamente a ver com os relógios tal como os conhecemos, não deixará de com eles concorrer – ainda que num nicho de mercado.

Até agora não tinha olhado sequer para a propostas da LG ou da Samsung (e, pela mesma razão, para a da Apple) porque não gosto de relógios com mostradores quadrados ou retangulares, sejam ou não smart. E é por isso que o Motorola Moto 360 me agrada, especialmente na versão que mostro nestas fotos, com bracelete em metal.

Com uma caixa em metal com um diâmetro de 46mm, este "relógio" (os ponteiros são na realidade imagens sobre um ecrã LCD, sendo possível escolher diferentes layouts) está no limite do razoável em termos de tamanho, mas exibe uma elegância de alguma forma intemporal.

A Google (a nova dona da Motorola) dotou o mostrador do Moto 360 do mesmo material dos smartphones, isto é, Gorila Glass, um vidro sintético resistente a riscos – embora não tão resistente como vidro de safira.

Não me cabe aqui falar muito mais sobre um produto que não usei e não "mexi", tanto mais que, como disse no início, não sou um cliente potencial. Mas que este é o mais bonito smartwatch do mercado, podendo bem passar por um relógio convencional (no bom sentido do termo), disso não tenho dúvidas.

Caso seja um(a) do(a)s interessado(a)s, o preço de referência para o relógio é de 250 dólares para a versão em qualquer das cores mas com bracelete em pele. O preço para as versões com bracelete em metal não estava definido quando escrevi este post.

Edit 29/11/2020: este smartwatch evoluiu entretanto e pode ser encontrado aqui.